Falo daquele amor que deixa o pensamento chuviscado, pois a gente já não sabe mais se realmente faz sentido ou é apenas uma velha e passada criação da nossa memória cansada da tragédia contemporânea.
Ao passear pela net, li o blog acima, e nesse texto em especial me peguei a pensar:
até onde nosso sentimento é de verdade? Até onde nós os inventamos? Onde fica o limite do que é real e o que é sonho?
Constantemente eu me perco nessa limítrofe! Algo em mim insiste em acreditar no “belo, romântico, mutável pra melhor”... Tantas e tantas vezes apaguei as evidencias para que em meu sonho tudo continuasse perfeitamente blue!
Hoje, aos 26 anos, consigo me segurar rente ao chão quando o assunto é coração... Mas confesso que isso não tem graça nenhuma!!!
Nos dias em que me rendo ao desanimo, uso o sono como refúgio, mas não é por preguiça de enfrentar a realidade, é simplesmente por paixão pelo sonhar. Sonhar me faz sentir viva, alegre, animada... Eu amo quando acordo e lembro dos meus sonhos, porque fico meditando neles, tentando descobrir se existem mensagens ou se foram apenas ilusão. Às vezes penso em encontrar uma pílula mágica, que me fizesse dormir profundamente e me permitisse sonhar livremente, sem o despertador para me puxar para a realidade... mas daí lembro que preciso viver ao invés de sonhar, e isso me deixa triste.
Bem, a questão é: eu amo? Ou eu acho que amo? Há tanto em mim para dar... Existe alguém a precisar disso tudo??? ...
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